London Calling (parte 1)

Daqui alguns dias iniciam os Jogos Olímpicos de 2012, sediado em Londres, aproveitando falarei da minha experiência na capital Inglesa.

ruas de londres

Lembre-se da mão inglesa, as ruas são ao contrário da nossa.

Londres é uma cidade muito grande com uma cultura diversa, vemos o tempo todo pessoas de todos os lugares do mundo circulando pelas ruas. A melhor forma de se locomover em Londres é pelo Metrô que eles chamam de Underground.

Em Londres há um cartão integrado para uso de todo o transporte público (ônibus, metrô e trem) chamado Oyster Card*, assim que chegar a Londres adquira este cartão em alguma estação de metrô, com ele você pode pegar transporte público ilimitado pagando apenas uma tarifa por dia.

Importante: quando solicitar seu Oyster solicite recarga apenas para as zonas 1 e 2. Londres é dividida em Zonas de 1 a 6, mas toda a parte turística da cidade está entre as zonas 1 e 2, portanto eles tem um preço especial para recarga para utilizar somente nestas 2 zonas.

Caso você precise ir a algum lugar fora das zonas 1 e 2 – o que dificilmente acontecerá –  basta solicitar uma recarga adicional. Eu precisei somente 1 vez para visitar uma amiga que morava na zona 4.

Apesar do metrô (underground) ser a melhor e mais rápida forma de se locomover em Londres, se tiver com algum tempo sobrando ou o dia mais tranquilo opte algumas vezes por fazer alguns trajetos de ônibus, assim você consegue ver a cidade e apreciar a paisagem. Os ônibus lá são muito fáceis de usar, em todos os pontos tem um mapa dizendo qual ônibus passa ali, e qual o trajeto que ele faz com o nome de todas as paradas e dentro  do ônibus há um letreiro digital informando o nome da próxima parada, portanto não tem como se perder, é muito tranquilo. Eu me pedir (e mais de uma vez) andando de metrô, mas nenhum a vez andando de ônibus.

Neste link* você podem ver os mapas de todos os meios de transporte público de Londres.

Para facilitar, vou dividir o post em etapas

1 – passeios ao ar livre:

London Eye

London Eye

Impossível ir a Londres e não ver a famosa  Troca da Guarda Britânica* que acontece PONTUALMENTE (lembre-se da pontualidade Britânica) às 11h30 da manhã, teoricamente todos os dias, mas depende do tempo, portanto é sempre bom consultar a agenda no site antes de ir para a frente do Palácio de Buckingham. É possível também visitar o interior do Palácio, vejam neste link* as informações sobre este passeio, que eu não fiz.

Se você foi ver a troca de guarda significa que o tempo está bom, então aproveite que o Palácio de Buckingham é ao lado de 3 parques e passe o dia visitando-os.

Atrás do palácio está a Av. Constituition Hill e de cada lado desta avenida há um parque – Green Park e Buckingham Palace Gardens,  aproveite para conhecê-los, no final desta avenida está o grandioso Hyde Park, aproveite e passe o resto do dia nele, curtindo a tranquilidade dos parques Britânicos e brincando com os muitos esquilos que neles habitam.

hyde park

Esquilo simpático do Hyde Park

Pegue um mapa de Londres e crie seu próprio roteiro a pé, veja lugares mais ou menos próximos e principalmente aqueles que ficam as margens do Rio Tamisa e passe o dia andando muito e aproveitando a lindíssima e histórica paisagem da cidade. Veja lugares como a London Eye*, Abadia Westminster *, Catedral Westminster *, Big Ben*Parlamento Britânico*  e Tower Brigde*.  É possível fazer um roteiro quase que todo a pé e ver todos estes pontos que citei acima em um único dia.

tamisa

Rio Tamisa e ao fundo Parlamento e Big Ben

Outra região interessante para se conhecer nas andanças por Londres é o Soho e Piccadilly  Circus. Esta é o famoso cruzamento das ruas Haymarket Streetonde,   Regent’s Street, Piccadilly Street e Shaftesbure Avenue, onde tem uma estátua de Eros e os outdoors eletrônicos com diversas campanhas criativas de grandes marcas.

O Soho é famoso por ter muitos teatros, bares, baladas, enfim, um bairro bastante baladado. Vale a pena passar por estes 2 pedacinhos de Londres em algum momento durante a noite.

2 – Mercados de Rua (Street Market)

Camden Town

Camden Town

Londres é cheia dos famosos Mercados de Rua, mas há 2 que são mais conhecidos e foram os que eu visitei.

Portobello Rd Market* fica na região de Nothing Hill, belissimo bairro Londrino, as lojas ficam abertas de segunda a sábado e o mercado de rua focado em antiguidades acontece todos os sábados. É um bairro lindo e vale a pena dar uma passada por lá para conhecer.

camden town

Estas motos são os bancos da praça de alimentação do Camden Market.

camden town

e esta é a vista que temos enquanto comemos sentados na moto.

Mas o meu favorito mesmo é o Camden Market*, localizado em Camden Town, bairro famoso por ser “moderninho”, cheio de estúdios de tatuagem, pessoas de todas as tribos, principalmente das mais estranhas, pessoas com cabelos de todas as cores, diversos pubs, e as lojas e barracas de ruas, essas sim fizeram-me querer jogar todas as minhas roupas no Tamisa e comprar tudo novo lá, roupas lindas e diferentes, com cortes diferentes, tecidos, estampas enfim, bem diferente das que você compra em loja e na próxima esquina já encontra várias pessoas vestidas iguais. Infelizmente eu estava viajando no modo mega-econômico e comprei apenas uma camiseta que custou somente 3 libras (aprox. 9 reais). Há também uma praça de alimentação, na verdade a  feira é dividida em várias partes temáticas, e a parte com as barracas de comida seria como uma praça de alimentação, com barracas e comidas tipicas de muitos lugares, tinha até uma brasileira que vendia brigadeiro e churros recheado de doce de leite.

Londres é uma cidade enorme e com muitos atrativos, impossível falar de todos eles em apenas um post, portanto este post continua na próxima segunda-feira com dicas dos museus, vida noturna e como economizar visitando uma cidade tão cara.

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O dilema da pizza meio a meio.

Qual a relação entre Sílvio Santos, pizza , viagens e arte? A resposta é a solução do desafio lançado na postagem desta sexta-feira, aqui no Quem Tem Boca…

meia calabresa meia mussarela
fonte: conartcongelados.com

Para quem não sabe, no último dia 10 de julho foi comemorado o Dia da Pizza – essa data é fundamental para o post de hoje! Pensemos… dificilmente você pede pizza com um sabor único, concorda? Ou você pedirá mais de uma, ou dividirá a redonda em “dois campos”. Ainda assim, sempre tem um – do bando de famintos que avançará assim que o entregador subir na moto – que é da “turma do contra”. Ele vai botar defeito quando destamparem  a dita cuja. Logo, se ouvirá o bom e velho “- Ai, eu preferia…”

Resumo da pendenga; ainda que dividida em dois, as preferências recaem sobre um, ou nenhum dos lados e argumentos não faltam na defesa da escolha “desse” ou “daquele”.

Disputa entre as cidades de Conceição do Rio Verde e Guararema no programa “Cidade Contra Cidade”
fonte: crverde.com

Agora, quem já chegou aos trinta anos de idade talvez lembre do antológio programa que Sílvio Santos (dispensa apresentações!) apresentava no final dos anos 70 e início dos anos 80, o Cidade Contra Cidade“. Nele, duas cidades se confrontavam em uma gincana engraçada, onde as provas eram vencidas pela cidade que melhor se apresentasse ou “convencesse” os jurados. A comparação era parte fundamental da atração.

Para os mais curiosos, um exemplo vivo do Cidade Contra Cidade, em um clássico São Paulo x Rio de Janeiro

(Existe uma versão mais contemporânea da atração, mas agora na rádio Band News FM, o programa ‘É Brasil Que não Acaba Mais’ . A apresentação do Super Trunfo (mais uma pérola dos anos 80) de Marcelo Duarte e Maiara Bastianello, faz qualquer um morrer de rir. Sou fã e recomendo!)

Agora, o ponto onde entram as viagens! Responda rapidamente: “Rio ou São Paulo”?; “Paris ou Nova Iorque?”, essas comparações mobilizam grupos de amigos viajantes, que em geral – como torcedores de time X ou Y – defendem com unhas e dentes suas escolhas. E ai de quem discordar!

Faça o teste. Experimente colocar frente a frente Paris e Rio de Janeiro. Vixe! Um arsenal de justificativas vai brotar de corações apaixonados.” – O Rio tem mais belezas naturais”, diz um. O outro retruca: “Ah, mas Paris é maravilhosa, nada como andar pela Champs-Elysees”, e por aí vai.

E agora, finalmente, o Boquiabertos nisso tudo. O designer gráfico Vahram Muratyan, criou um blog – clique aqui para visitar –   onde posters são dividios meio a meio. Paris e Nova Iorque que são colocadas lado a lado, como nas tais pizzas e com a comparação do programa (um certo embate).

Ícones de cada cidade tem seu “oponente” na vizinha, uma verdadeira batalha onde culturas, costumes e nomes famosos são as cartas do “Super Trunfo”.

fonte das imagens: parisvsnyc.blogspot

Mesmo que você não compre o livro ou nenhum poster – tudo pode ser adquirido consultando o site – olhar “os pares” é diversão garantida. Experimente.

Como eu disse na semana passada, coincidências acontecem. E quando são boas então….Recebi a indicação agorinha de um outro blog com o mesmo tema, mas digamos, com oponentes mais ardidos que o primeiro; o sampaversusbuenos. Já pensou?!

fonte das imagens: sampaversusbuenos.tumblr.com

Lado a lado, São Paulo e Buenos Aires em um embate direto! Nuestros hermanos ride again! Mais uma vez uma bela dica e a garantia de boas risadas.

Resumo da ópera: todo mundo puxa a sardinha para o seu lado e melhor do que entrar em discussões se fulano é melhor que ciclano, é conhecer ambos e gostar de cada um a seu jeito. Afinal, essa é a alma do “viajante capa-espada de responsa”; gostar e curtir cada lugar sem preconceitos ou partidos pré-estabelecidos. Assim a viagem rende muito mais!

E só para entrar no clima, o post de hoje também vai ficar no “meio a meio”. Logo, ele é metade Boquiabertos – devido às artes gráficas – e metade Viajando na Maionese – graças ao Tio Sílvio e à pizza. Assim a gente agrada gregos, troianos e baianos.

Fui…! Quem tem boca, e pés, vai a….Nova Iorque!

Nossa assidúa leitora Fernanda colaborou com um ótimo texto contando para nós como é aproveitar a grandiosa Nova Iorque a pé.

“Sim! Leve na mala sapatos confortáveis, e não esqueça dos esparadrapos para as bolhas, pois você irá andar e muito!

Mesmo que prefira utilizar os vários sistemas de transportes, é praticamente impossível você não ser abduzido pela paisagem e querer fazer o caminho a pé, olhando para o alto!  Uma dica é comprar o Metrocard* por uma semana, e ficar ilimitado a quantidade de viagens de metro e ônibus pela cidade, incluindo dar uma escapada para o Brooklyn, e voltar para Manhatam caminhando pela Brooklyn Brigde*, se deliciando com o skyline do sul da ilha.

Brooklyn Bridge

Vista da Manhatam na Brooklyn Brigde. Reserve 40 minutos de caminhada na ponte mais charmosa de Nova Iorque.

O aluguel de bicicletas também é uma alternativa para ver a cidade na velocidade, mas em câmara lenta! A cidade é plana e tem uma lógica nos nomes de ruas, facilitando nossa locomoção.

E põe velocidade nisso! Essa cidade é rápida e não pára! Dá para aproveitar de dia, de noite e de madrugada! De museus, parques e bares, o que não falta é opção para todos os gostos e bolsos.

Como eu tinha pouco dinheiro no bolso, e com o preço do dólar pouco amigável para os brasileiros de plantão, resolvi economizar e utilizar um excelente recurso próprio: meus pés! Dá-le bolhas!

Acordava cedinho, definia os percursos no mapa, abastecia a mochila de água, boné e guarda chuva, e … FUI!

Achei um hotel charmoso bem no burburinho da 44ª Street, entre a 5ª e a 6ª avenida, fuçando compulsivamente os sites de hotéis na internet. Não adianta esperar muito no quesito “espaço”. Na cidade que tem o metro quadrado mais caro do mundo, já tem até hotel casulo sendo lançado! Então, tudo é pequeno mesmo!

A primeira vez que fui a Nova Iorque, peguei um hotel no Harlem. É bem mais barato, mas você perde um pouco mais de tempo no deslocamento para as principais atrações.

E por falar em economia, se você é aficionado em museus como eu, o Moma* é de graça todas as sextas, após as 16 horas. Como “alegria de pobre dura pouco”, espere enfrentar uma fila quilométrica de turistas ávidos por economizar na entrada do museu, assim como eu e você! Chegue um pouco mais cedo para garantir seu ingresso!

Os museus custam em média vinte dólares, mas o preço é sugerido, então pague o quanto puder. Metropolitan* e Guggeheim* são imperdíveis, e é incrível a quantidade de gente dentro dos museus! Isso já é uma exposição a parte! As lojinhas dos museus possuem vários bibelôs legais e oferecem livros de arte a preço imbatíveis…só não perca o foco do peso da mala na hora de voltar para casa!

Museu Guggenheim

Museu Guggenheim. Só o prédio já é uma exposição de arte a céu aberto

Como essa cidade se inventa e reinventa, uma visita ao High Line Park*, na costa oeste da ilha é fundamental. Não deixe de ir! Eu adorei! O parque é uma recente intervenção em uma linha aérea de trem que ficou anos desativada e a vegetação tomou conta! Como criatividade é o ponto forte dessa cidade, o lugar virou um parque público, super descolado. Tem vários bares e restaurantes na região, que virou um ponto de artistas e jovens nova iorquinos. Deleite-se!

High Line Park

High Line Park. Uma charmosa intervenção em uma antiga linha férrea. Imperdível!

O memorial do WTC* também ficou lindo! Fiquei em choque com a capacidade da cidade se reinventar de uma situação tão triste, como os atentados de 11 de setembro. É de graça, mas tem muita fila, então uma dica é chegar cedo para não perder tempo. Quando entrar no parque, aproveite o silencio e mergulhe no som das águas do memorial. Lindo!

Fícus

Fícus Sobrevivente, uma jóia perdida que remete a força e a vida no meio do parque memorial 11 de setembro.

Uma dica para quem tem boca é separar os passeios mais requisitados e ir logo cedo para não pegar fila. Tudo é uma multidão! Tem gente saindo pelo ladrão em tudo quanto é canto da cidade. Então…deu para subir no Empire State* sem perder muito tempo na fila! Maravilha! Me senti o próprio king Kong, dominando o alto de tudo!!!

Para vivenciar um cidadão nato de Nova Iorque e tentar não pagar o pato de um típico turista (mais um na multidão), aproveite um dia no estilo “domingo no parque”! Tem o Zoo do Central Park*, que é pequeno, mas vale pelo cuidado e ambientação dos animais! Confesso que fiquei emocionada ao ver um urso polar, mas ele nem deu bola para mim!  Aproveite e coma um super hot dog na lanchonete do Zoo.

Urso Polar fanfarrão do Zoo do Central Park

Urso Polar fanfarrão do Zoo do Central Park. Dá até vontade de abraçar!

Saindo do Zoológico, que fica dentro do Central Park, ande, ande e ande pelo parque mais charmoso do mundo (na minha opinião), que é absolutamente encantador! Se estiver sol, leve canga e biquíni para fazer um piquenique bem do estilo do Tio Sam. Lógico, os gramados do parque estarão, como sempre, lotados!!!

Dando Bye bye ao parque e indo para o cimento, não deixe de ver o complexo do Rockfeller Center* (as vezes tem shows de graça por lá), e maravilhas da arquitetura sustentável, como o prédio do arquiteto Norman Foster, o Hearst Tower, perto da Columbus Circle, construído dentro de um prédio histórico e o primeiro edifício a receber o selo de eficiência energética. Dos prédios mais velinhos e charmosos, não deixem de ver o Flat Iron, a Central Station e o Chrysler Building. Ande (e ande) pelo Financial District, tire uma foto no touro (para dar sorte nas finanças), ande de graça no Ferry da Staten Island para ter o melhor ângulo da Estátua da Liberdade*, desbrave a 5ª Avenida, coma cupcakes, e se sinta uma mariposa encantada pelas luzes da Times Square. Fique algum tempo sentado na arquibancada da TKT´s só observando as ilustres figuras que circulam na região e utilize seu jeito brasileiro de ser para barganhar ingressos da Broadway*. Você pode optar por ver um show de Jazz! All that Jazz!

Times Square

Times Square e a escada da Tkts. A poluição visual mais encantadora do mundo. Sinta-se uma mariposa atraída pelo espetáculo de luzes!

Para finalizar, coma um sanduíche com seu IPad ligado nos gramados do lindíssimo Bryant Park*, atrás da Biblioteca Nacional* (sim…é seguro em toda Nova Iorque!). Encontrei até meu amigo conterrâneo José Bonifácio de Andrada e Silva por lá, em estátua de bronze fixada no parque ao lado da 6ª Avenida. Um presente do Brasil em homenagem ao seu patriarca da independência, e pelo o qual mando um “salve” a todos meus colegas do Brasil.

José Bonifácio de Andrada e Silva

Sempre achamos brasileiros pelo mundo! Ele está lá! José Bonifácio de Andrada e Silva. Nosso patriarca da Independência mandando um abraço aos colegas!

Pois é…Caro leitor viajante, eu passaria horas escrevendo aqui, até colocar um esparadrapo no dedo e fazer aquela cara de dor, olheira profunda e sorriso estampando de felicidade de turista, mas realmente, oito dias, e minha  segunda vez de Nova Iorque, deixaram gostinho de quero mais, mais e mais!!!”

*RAIO X*

Bocada: Central Parque* - Tesouro achado no meio de Nova Iorque! Se perca!
Boca no trombone: Uó é perder tempo nas filas! Fuja! Evite horários que todos vão aos pontos turísticos!
Tá na boca do povo: High Line Park* - Dá para ver e pensar que com criatividade é possível garantir um espaço super descolado no meio de um lugar degradado das grandes cidades.
De queixo caído: O novo memorial do WTC* - Encontre a única árvore diferente no parque, um fícus que sobreviveu aos atentados de 11 de setembro e foi replantada no local.

*links em inglês

Fernanda MeneghelloFernanda Meneghello é arquiteta, trabalha com urbanismo e turista profissional e é apaixonada por história das cidades, arte, e viagens boas e econômicas.

Quem tem boca VAIA Roma…

Eu preferi IR A Roma (e ao Vaticano) e ficar boquiaberta com suas paisagens.

Hum, será que esta foto precisa de legenda?!

Assim, como fiz quando falei de Paris , não vou me estender muito em dizer que em Roma, você pode visitar o Coliseu*, Pantheon*, Fontana di Trevi* , o muitos museus que há na cidade e as centenas de igrejas católicas e lindíssimas espalhadas por cada esquina, pois tudo isso você encontra facilmente em qualquer guia de viagem.
Estando em Roma você pode também aproveitar para dar um pulinho e ir até o Vaticano e visitar a Capela Sistina, os Museus do Vaticano* e a Basilica de São Pedro*, a maior igreja católica do mundo, e que você pode subir na cúpula para e ver a linda vista do Vaticano e de parte de Roma.

Vaticano e ao fundo Roma, vista que temos de cima da Cúpula da Basilica de São Pedro

Vamos então, ver quais são as minhas dicas… aquelas que só encontrará aqui no Quem Tem Boca…

Pizza: há muita controvérsia sobre a pizza italiana, pois muitos dizem que a pizza brasileira, especialmente a de São Paulo, é melhor. Eu não saberia dizer se é melhor, eu diria apenas que é diferente. E talvez por estarmos acostumados com a nossa pizza, achamos ela melhor.
Quando pedir uma pizza na Itália não espere aquele monte de queijo derretendo caindo pelos lados da sua fatia. A pizza lá tem pouco queijo, eles prezam muito mais a massa.
Conheci um Italiano, o Lero pelo CouchSurfing que me levou para comer pizza em uma muito pequena pizzaria Romana, ela é uma das mais antigas da cidade aberta ainda com a mesma fachada, espaço e layout desde quando inaugurou.
Você chega, escolhe um pedaço entre os vários sabores disponíveis na vitrine, eles cortam e te dão, você paga e vai para a calçada, pois dentro da pizzaria mal cabem as pessoas que estão no balcão pedindo, e ali sentado em um banquinho ou mesmo na calçada você come a sua pizza tipicamente italiana.
A pizzaria chama-se “La Boccaccia” localizada na Via Santa Dorotea, 2  logo atrás de uma praça em uma tranquila rua.

Itália é também sinônimo de bons vinhos e você vai poder saboreá-los em todo canto que for, mas que tal saborear cervejas artesanais italianas e também de alguns outros países?
Esta é a proposta do Ma Che Siete Venuti A Fa*, pub localizado na Via di Benedetta, 25 que conta com uma grandiosa carta de cervejas todas feitas de forma artesanal, a maioria italiana e algumas de outros países. Fui neste pub com o Lero e mais 3 italianos, 1 inglês e 2 espanholas, todos couchsurfers que combinaram este passeio através do site. O Lero, que frequenta bastante o pub já havia nos reservado uma mesa, e nos indicou as melhores cervejas para provarmos. Aproveitamos e cada um pediu uma cerveja diferente e fomos provando uma do outro, infelizmente não me lembro o nome de nenhuma delas para indicar aqui, mas lembro que apreciei todas e também comi umas batatas feitas especialmente lá, fantasticas. Vale a visita!

Italiano que não lembro o nome, Lero, Italiano que nos levou pra conhecer um pouco de Roma e o Inglês Ryan, no Pub – detalhe para as cervejas ao fundo.

O gelato, o famoso sorvete italiano é realmente maravilhoso e também bem diferente do brasileiro. Não poderei indicar uma única gelateria, pois todos os dias eu entrava em qualquer uma que eu passava em frente e tomava um gelato. Mesmo na pior gelateria, acredite o gelato será ótimo. Provei diversos sabores até provar o Frutti di Bosco, seria mais ou menos o nosso frutas vermelhas, mas muito melhor, pois é feito com frutas bem diferentes das que conhecemos e que não temos aqui. Eu que não gosto do frutas vermelhas brasileiro, fiquei apaixonada por este sabor.

Ruinas do Fórum Romano.

Cartão Roma Pass*: muitos lugares na Europa tem um cartão de free pass para Museus e atrações turísticas. Mas é bom sempre pesquisar antes as condições do cartão e os locais que quer visitar para ver se vale a pena comprá-lo, nem sempre vale. Mas o de Roma eu digo que vale. E explicarei por que.
O Roma Pass atualmente custa 30,00 euros (valor pesquisado no site em julho de 2012), com ele você tem direito a entrar em 2 atrações + pegar transporte público ilimitado por 3 dias + desconto nas demais atrações que quiser visitar durante estes 3 dias.
Agora as minhas dicas de como usar bem este cartão. Ele não é valido para o Vaticano e atrações dentro dele, então aconselho que você vá ao Vaticano no primeiro ou último dia pois, a partir do momento que você ativou o Roma Pass você tem exatos 3 dias – consecutivos – para usar os beneficios citados acima, portanto se colocar o Vaticano no meio destes dias você acabará perdendo 1 dia de beneficios do Roma Pass.
Outra dica, use uma das 2 atrações turísticas free do cartão para ir ao Coliseu + Forum Romano (os 2 fazem parte de um único ingresso) e por que? Por que esta é a atração mais cara de Roma, ela custa aproximadamente a metade do valor do Roma Pass e PRINCIPALMENTE por que com o Roma Pass você pega uma fila especial, que quando eu fui, a fila normal para entrar no Coliseu era gigante e a do Roma Pass era inexistente, era chegar e entrar. Claro que dependendo da época haverá fila, mas pode ter certeza que é muito menor.
O valor da entrada para o Coliseu + Forum Romano + Cartão de Transporte público ilimitado para 3 dias já é praticamente o valor do Roma Pass todo, considerando que você terá acesso a mais uma atração grátis, que pode ser qualquer um dos museus de Roma e ainda desconto nas demais atrações que você quiser ir, o Roma Pass financeiramente vale muito a pena.

Eu fiquei 4 dias em Roma, destes 4, 3 passei em Roma e 1 dia no Vaticano. Foi o suficiente para conhecer o mais importante e curtir bem a cidade. Claro que se quiser vivenciar mais a cultura Romana recomendo ficar mais dias, mas menos dias não recomendo, pois não daria para conhecer nem o mais importante.

E então, ficou com vontade de IR A Roma?

*links em inglês

“Bárbaro!”, como dizem nuestros hermanos.

Coincidências acontecem. Quando são boas então; que belezura!

O Boquiabertos dessa semana continua a aventura inciada no post da colega de blog, MadHat – Madeleine Alves ;D - It MTV 2012 – Es lo que Hay - pelo Uruguai!

Bárbaro!

Já começo dizendo que a interjeição me pareceu ser uma marca do país. Em restaurantes, bares e demais locais públicos, pipocam essas exclamações, a ponto de chamar atenção de qualquer turista minimamente atento. Algo próximo do nosso “Beleza!” ou “Tá combinado!”

Puerta de La Ciudadela
fonte:arquiteturaeurbe.com

Minha aventura pelo Uruguai começou pela capital, Montevidéu (Montevideo). A cidade dos cassinos, do porto e do Medio Y Medio  –  bebida criada nos anos trinta, no bar Roldós do Mercado del Puerto,  é uma combinação de vinho branco seco e espumante, em partes iguais, de sabor extremamente agradável e leve – reserva surpresas bem bacanas.

Mercado del Puerto – Bar Roldós e medio y medio
fonte:baixagastronomiapornenel

Uma constatação é unânime, dado presente em quase todos os relatos sobre Montevidéu: há uma nostalgia presente em toda a cidade. Um clima , uma certa sensação de “tempo passado” que invade a gente. Visite e depois me diga se não é verdade.

Mapa com alguns dos pontos mais marcantes de Montevidéu
fonte: arquiteturaeurbe.com

Mas vou convidar os caríssimos viajantes capa-espada para uma pequena viagem dentro do país. Apenas 130 km de Montevidéu está a ensolarada  Punta del Leste – cerca de 1 hora e meia de carro – e ao lado desta – mais 15 minutos de carro -, nosso real destino, Punta Ballena e a belíssima Casa Pueblo.

Casapueblo
fonte: en.uruguay-fotos

Construída pelo arquiteto e artista plástico uruguaio Carlos Páez Vilaró para ser sua casa de veraneio, a Casa Pueblo (Casapueblo) tem um estilo semelhante ao mediterrâneo – paredes brancas, pequenas aberturas, implantação sinuosa em encosta, portas e vãos voltados para pátios internos e abertos – porém, segundo o autor do projeto, sua obra se refere às construções feitas pelos pássaros típicos do Uruguai, os Forneiros ( provalmente parente próximo do nosso João-de-Barro)

Casa Pueblo
fonte: blog.tpa

Casa Pueblo
fonte: decorreport.com

Hoje, além da casa que se transformou em museu de Páez Vilaró , ocupando quatro dos nove andares da construção, o conjunto conta com um hotel e um restaurante para bolsos, digamos…abonados.

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Carlos Paez Vilaró pintando
fonte: carlospaezvilaro.com.uy

Mural de Carlos Páez Vilaró em Punta Ballena, Uruguai.

A visita ao museu e à obra de Vilaró vale a viagem e o ingresso (sim, tem que pagar para entrar). Sua produção é  profundamente nacional, a ponto de se tornar um símbolo do país.

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Ah sim! O visual dos terraços da casa, com o mar azul que nem sei, faz o investimento no ingresso valer ainda mais! Sem dúvida nenhuma, como diriam os próprios “hermanos”: - Bárbaro!

Casa Pueblo
fonte: decorreport.com

Casa Pueblo – fachada
fonte: tcompartilhado

Para conhecer mais da obra de Páez Vilaró, visite o site do artista. E aqui , mais belas imagens da Casapueblo para deixar qualquer um Boquiaberto!

It MTV 2012 – Es lo que Hay

Quemtemboquianos, confesso que as últimas nas noites de segunda-feira tenho ido dormir mais tarde para poder assistir à temporada 2012 do It MTV, programa que Carol Ribeiro apresenta na (adivinha?!) MTV.

Nesta temporada, o programa percorre os países da América do Sul, falando muito sobre música, moda, costumes, povo… enfim, desvelando essa cultura tão próxima geograficamente de nós, mas tão distante culturalmente.

Neste link, você vai ter um gostinho do que rola no programa, com o episódio de Montevidéu, que mistura uma fotógrafa que usa câmeras antigas compradas numa feira ao ar livre, um café costura (uma espécie de lan house para costureiras =), tango, chimarrão e muito mais.

http://www.mtv.com.br/programas/it/videos/it-mtv-em-montevideu-uruguai

Você pode ver os outros vídeo no canal online do programa: http://mtv.uol.com.br/programas/it/

Hasta la vista, quientieneboquianos!!! \o/

Onde me hospedei! – Hostel

Já falei aqui como descobri a existência dos hostels e na semana passada listei 5 motivos para optar pelo hostel em suas viagens, hoje vou listar todos os hostels que já me hospedei e qual a minha opinião sobre cada um deles.

Canela, a doce mascote do Córdoba Backpackers

Brasil

Copinha Hostel – Rio de Janeiro 
Estrutura: Um hostel pequeno, bastante simples, sem agitação de um bar e uma grande galera. Porém barato, limpo e organizado. Os quartos são com no máximo 6 camas, sendo que em muitos hostels isso é o mínimo que tem em um quarto.
Localização: muito bem localizado em Copacabana, bem próximo a praia e com fácil acesso para tudo.

Recomendo se você estiver indo de casal, ou procurando um hostel tranquilo para ficar.

Stone of Beach – Rio de Janeiro
Estrutura: Ao contrário do Copinha, um hostel grande e com muita agitação. Tem bar, piscina, churrasqueira e o melhor café da manhã de todos hostels que já fiquei na minha vida. Porém, os quartos que geralmente tem 10, 12, 14 ou mais camas são bastante bagunçados e a cozinha coletiva, que não cheguei a usar, mas no momento que eu estava lá, estava bastante suja!
Localização: Também em Copacabana, muito bem localizado.

Recomendo se você quiser um hostel com bastante agito e não importe muito com o quesito limpeza, estrutura e organização.
Atenção: Este hostel foi comprado pela rede Che Lagarto, portanto muita coisa na estrutura dele pode ter mudado (para melhor ou para pior) em relação a época que eu estive lá.

Hostel Bambú – Foz do Iguaçú
Estrutura: Hostel bom, organizado, limpo, ótimo café da manhã, piscina e grande área de lazer.
Quartos grandes, porém com um pouco de cheiro de mofo e não gostei muito do banheiro do meu quarto.
Localização: ótima! Bem no centro, muito próximo aos locais para comer e do ponto de ônibus que tem ônibus para todos os pontos turísticos. Staff muito amigável!

Recomendo, pois apesar de não ter gostado do banheiro. Cheguei a usar outros banheiros que eram fora do meu quarto e achei eles melhores. Vale pela localização e estrutura geral do hostel.

Argentina
Lime House Hostel – Buenos Aires
Estrutura: um dos meus preferidos, na recepção tem uma área muito espaçosa com sofás e um bar, onde a turma toda do hostel se encontra. Isso ajuda muito a fazer amizades e curtir com a galera. Ótimo para quem viaja sozinho. Quando me hospedei lá, o hostel inteiro ficou amigo, fizemos um grupo grande e tão próximo que mantenho algumas dessas amizades até hoje… e já se passou mais de 2 anos!
Além dessa área tem também uma sala com mesa de sinuca, e um terraço enorme, muito gostoso para passar um tempo no inicio da noite tomando Quilmes antes de ir pra balada. Banheiros e quartos bons também.
Localização: ótima, na mesma quadra da famosa esquina Av de Mayo x 9 de Julio.

Recomendo TOTALMENTE!

Rosário Inn – Rosário
Estrutura: hostel pequeno com boa estrutura. Quartos ótimos, banheiros bons, tem um café da manhã bom, e cozinha com boa estrutura também.
Localização: Ótima. Fica muito próximo do centro e há apenas 1 quadra do Monumento as bandeiras. Ponto turístico mais famoso da cidade.

Recomendo caso queira um hostel barato, com boa estrutura, porém tranquilo, sem muito agito.

Córdoba Backpackers – Córdoba
Estrutura: Hostel grande, com boa estrutura, grande área de lazer que inclui em uma única área cozinha, sala de tv e uma parede de escalada indoor. Banheiros são bons, os quartos um pouco pequenos, e não gostei muito da cama, era um beliche bastante mole qualquer respiro mais forte já fazia ele chacoalhar muito.
Ah e tem a canela, cachorra super fofa e que adora um carinho.
Localização: muito bem localizado, próximo do centro e de tudo que geralmente visitamos.

O hostel é bom, eu recomendo, mas ele não é imperdível.

Campô Base – Mendoza
Estrutura: 1 entre 3 hostels de uma mesma rede localizado em Mendoza.
Ótima estrutura, uma boa área de lazer, com cozinha grande e café da manhã.
Achei os quartos muito pequenos e não gostei muito do banheiro, havia um pouco de dificuldade de se obter água quente para o banho. Mas as camas são muito boas. Diferente da cama do hostel de Córdoba que com um respiro profundo chacoalhava, esta era extremamente firme. Como são 3 hostels de uma mesma rede, geralmente eles fazem festa em uma das unidades, e juntam o pessoal das 3 unidades para a festa, disponibilizando vans para levar o pessoal para a unidade onde será a festa, e também depois para levar todos juntos para alguma balada.
O próprio hostel tem também uma agência de turismo portanto é possível com a hospedagem já fechar pacotes com os passeios para a Cordilheira dos Andes
Localização: Ótima. Ao lado da praça central da cidade, portanto com muitas coisas próximas, como restaurantes, farmácias e supermercados.

Recomendo, exceto pelo banheiro que não gostei muito, o hostel é muito bom!

Europa

Godzillas Hostel – Moscow
Estrutura: Hostel grande e muito bem organizado, com uma ótima estrutura. Não tem o tão famoso bar para a galera interagir, que a maioria dos hostels tem. Senti falta disto. Mas o staff é muito receptivo e solicito.
Localização: é boa, mas não ótima, pois não fica próximo as atrações turísticas é preciso pegar metrô, são apenas 3 estação, mas não dá para ir a pé.

Recomendo caso você não se importe com este quesito localização e prefira considerar a estrutura e limpeza do local.

Hostel One – Praga
Estrutura: Hostel também grande e com uma ótima estrutura. Quartos bom, boas camas, uma sala com diversos computadores para usar internet a vontade. Boa cozinha, e o Bar… ah o bar deste hostel é fantástico. Abre somente a noite, e lá começa o “esquenta” para a balada, que o próprio staff, hiper animado já agita para depois ir com os hospedes. Muito bom também para quem viaja sozinho.
Localização: Bem localizado, porém também não é ao lado das atrações turísticas. É necessário sempre usar transporte público, mas em 5 minutos já se chega ao centro onde tudo acontece.

Recomendo totalmente este hostel, além de muito bom é barato.

Three Little Pigs – Berlim
Estrutura: Acho que o maior hostel que já fiquei. Instalado em um prédio construido em 1907 e que abrigou um convento, o hostel tem quartos enormes (os maiores que já vi) com camas normais (para minha alegria, que não aguentava mais dormir em beliches). A estrutura do hostel é muito boa mas justamente por ele ser muito grande, acaba tendo pouca interação entre as pessoas. Há uma enorme área comum com bar e mesa de sinuca.
Localização: Muito boa, há menos de 1 quadra de uma estação de metrô em uma região bem central.

Recomendo, porém se estiver viajando com outras pessoas e quiser um hostel com bastante conforto. Não recomento se estiver sozinho, pois justamente por ele ser muito grande, as vezes acaba parecendo um hotel, perdendo a interação que é o grande diferencial dos hostels.

Surprise Backpackers – Londres (não encontrei site próprio)
Estrutura: Os quartos e as camas são boas. Porém o banheiro é horrivel, estava sempre com o ralo entupido e com isso na hora do banho virava quase uma piscina. A cozinha + sala de TV, é um comodo minusculo.
A única coisa boa na estrutura deste hostel é o fato dele ter um pub, que não é exclusivo do hostel, portanto caso queira tomar uma cerveja em um autêntico pub inglês, mas está com preguiça de sair e andar muito ou pegar condução, bastava sair do hostel e já entrar na porta ao lado.
Localização: Muito boa, próximo a estação Victoria, que tem ônibus, trem e metrô para todo lugar de Londres e da Inglaterra.

Apesar da ótima localização e do pub não recomendaria este hostel!

Freedom Traveller Hostel – Roma
Estrutura: Este hostel fica dividido em 2 prédios. Um onde fica o hostel realmente, com cozinha, internet, área de lazer e alguns quartos, e outro prédio, há uma quadra de distancia, tem apenas alguns quartos. O meu quarto era neste outro prédio, o que foi ótimo, porque não tem o barulho e bagunça que tem normalmente nos hostels e dá para descansar muito bem. Os quartos e banheiros são limpos e organizados.
Além disso ao lado do principal eles tem um restaurante apenas para o hostel onde é servido um ótimo café da manhã e jantar (algo simples, como noite da pizza, ou uma pasta e uma taça de vinho), tudo incluido na diária.
Localização: Próximo a estação principal de Roma, a estação Termini, ótima localização, pois tem acesso fácil para todos os locais por metrô, porém a noite um pouco perigoso, por ser bem no centro.

Recomendo pelas facilidades do hostel como o café da manhã e o jantar e pelo preço.

The Dublin Central Hostel – Dublin
Estrutura: Quartos espaçosos e limpos, a única área de lazer é a cozinha. que é bem grande e espaçosa e tem também uma mesa de sinuca. Os quartos não tem lockers (armários para guardar seus percentes e que geralmente tem dentro do quarto ou no maximo no corredor em frente a ele), caso queira guardar algo de valor terá que ser guardado nos lockers (que cabem apenas coisas pequenas) que ficam no térreo, e isto é bem ruim, pois além de ter que ficar levando as coisas pra lá, deixar metade na mala, metade no locker, fez com que eu esquecesse coisas no locker e me causou um grande transtorno para recuperar. Os chuveiros não tinham água quente (detalhe, era inverno e as temperaturas estavam bem próximas ou abaixo de zero), pois o aquecedor estava com problemas e segundo os funcionários do hostel, o proprietário já tinha ciência disto há muito tempo. Só não pedi meu dinheiro de volta e fui pra outro hostel, porque ficaria lá somente 3 noites e confesso que fiquei com preguiça de sair com 20 kilos nas costas procurando hostel de última hora. Mas achei isso absurdo e um descaso com os hóspedes.
Localização: boa, próximo ao centro é possivel fazer tudo a pé.

Não recomendo o hostel por conta do problema com os chuveiros.

Estes foram os hostels que me hospedei até o momento. Espero que minhas impressões ajudem em suas escolhas!

Vai uma moqueca (ou uma panela) aí, patrão?

foto: jaquelineviza.wordpresso

Calma, calma! Apesar do título e da imagem, o foco de hoje, aqui no Boquiabertos, não é a culinária ou a gastronomia – apesar de filmes como A Festa de Babette, que provam que cozinhar também é uma arte; mas, isso é conversa para outra hora… O assunto é ” a embalagem da gostosura”.

Conheci e experimentei ao vivo a moqueca capixaba, no bacanudo e tradicional restaurante Pirão, coração do Triângulo das Bermudas (ponto alto da badalação na capital do Espírito Santo), na Praia do Canto. Não chega a ser uma bocada – a farra gastronômica tem seu preço! – mas  acreditem, vale o investimento e além disso, você vai conhecer e saborear uma das mais famosas iguarias do Estado.

O prato é saboroso, sem dúvida, mas o que impressiona mesmo é a profusão de panelas de barro por centímetro quadrado! Muitas, várias, de todos os tamanhos e quase sempre com a mesma forma: baixas, achatadas e com tampa.

Paneleiras de Goiabeiras - Vitória (ES) - Brasil

foto: Cláudia Lemos

E  isso nos leva à outra ponta da capital, o bairro das Goiabeiras.

O já famoso recanto de Vitória guarda a fonte dessas famosas panelas de barro, tão tradicionais quanto as delícias que nelas são preparadas. As Paneleneiras de Goiabeiras são, em sua maioria,  mulheres que transmitem esse conhecimento “de mãe para filha”, por gerações, fazendo de sua produção uma atividade cultural de grande importância. Em 2002, obtiveram o registro do ofício das Paneleiras de Goiabeiras inscrito no Livro de Registro dos Saberes  e declarado Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).

As panelas de barro são produzidas artesanalmente, com a argila e impermeabilizadas com tanino – que lhes confere a coloração escura – através do processo conhecido como açoite.

Nele uma pequena vassoura é batida na peça para que o líquido (tanino) fique impregnado a ponto de “fechar” os poros da cerâmica. A secagem se dá através da queima. No Flickr de Cláudia Lemos você poderá conhecer todo o processo com imagens e explicações detalhadas.

“Para facilitar o armazenamento são feitas panelas grandes que são chamadas de mães, e pequenas, de filhas. Acondicionam as pequenas, dentro das grandes, formando uma “casada”. Alguns modelos possuem asas, chamadas de “orelhas”, que facilitam o manuseio entre o fogão e a mesa. Usa-se também apoiar as panelas em armações de ferro, quando levadas à mesa”.

fonte: ceramicanorio.com/artepopular

Mapa da mina

Resumindo, as panelas de barro são uma das maiores expressões da cultura popular de Vitória e do Espírito Santo, não há dúvida. Estando lá, não deixe de conhecer a cooperativa das Paneleiras das Goiabeiras. Fica no mesmo bairro do aeroporto, mas acredito que o caro viajante capa-espada estará mais próximo da praia, quando tiver vontade de conhecer o lugar, por isso o percurso recomendado abaixo é feito a partir da orla.  É um pouco longe, mas certamente o passeio vai deixar você Boquiaberto!

Fui!… Islândia

Já pensou em visitar a exótica Islândia? Letícia contou para nós como foi sua experiência quando visitou esta lindíssima ilha.

Reikjavik

“Minha viagem para a Islândia começou um pouco conturbada, ainda no aeroporto de Copenhagen, de onde parti. Meu voo atrasou 8 horas, o que imagino ser algo incomum por lá, já que foi notícia de capa do jornal local. Apesar disso, passei quatro dias maravilhosos nesta grande ilha gelada.

A Islândia fica bem em cima de 2 placas tectônicas e aqui podemos ver que elas estão se separando mais a cada ano.

Escolhi a época certa para visita-la, o verão. Por ser um país nórdico, as temperaturas são bem amenas nessa época (em torno de 20ºC), mas em compensação os dias muito longos, com luz do sol até às 11 da noite.

Blue Lagoon (Lagoa Azul)

Quando falo sobre essa viagem não costumo entrar em detalhes como os nomes das cidades que visitei. Explico o motivo. Primeiro porque tive um guia particular, meu primo que mora lá e que me levou para cima e para baixo, além de ter contado todas as histórias e curiosidades de cada lugar. Segundo porque a impressão que eu tinha era de que só existia uma cidade, sendo que ao atravessar uma simples ponte por cima de um riozinho você já estava em outro lugar (sem existir qualquer placa avisando). O melhor exemplo para isso é o próprio aeroporto internacional, que apesar de dizerem estar na capital Reykjavic (inclusive ao comprar a passagem aérea), encontra-se em Keflavik.

Posso dizer que a Islândia é o país mais diferente que já visitei. Começando pelo fato inusitado de que a água que sai da torneira vem das geleiras. Para te-la aquecida não é necessário nenhum aparelho caro ou complicado, pois ela é aquecida naturalmente devido ao seu subsolo fervilhante (e por isso ninguém precisa pagar conta de água).

Mas diferentes mesmo são suas paisagens. Não vi uma árvore sequer nas estradas que percorremos apenas um mar de pedras vulcânicas. Atrações turísticas como o Geysir (gêiser, em português), o Kerid (um lago em uma cratera vulcânica) e o Gullfoss (cachoeira com água originada das geleiras), apesar de populares, são imperdíveis!

Gulfoss – Cachoeira que se forma com águas que vem das geleiras

O evento que assisti e que me chamou bastante a atenção foi a Parada Gay. Pois é, em um país com cerca de 300 mil habitantes (sim, essa é a população do país inteiro) também tem! Apesar de ter o mesmo nome, a festa é bem diferente por lá. Ao contrário de São Paulo, que tem a maior do mundo, em Reykjavik ela é uma festa familiar. Vi muitos grupos assistindo os desfiles, formados por pais, mães, crianças e idosos. Além disso, pelo que fui informada, a maior parte dos participantes do desfile não são os homossexuais, mas sim os simpatizantes. As pessoas estão lá realmente para mostrar que apoiam a causa. E tudo isso em um clima muito tranquilo e harmonioso, bem diferente do que vemos hoje em dia por aqui…

Parada Gay em Reykjavik

Bom, infelizmente tive pouco tempo por lá e acabei ficando apenas pela capital e cidades mais próximas. Mas sei que o país tem muito mais a oferecer, portanto quando for visita-la aproveite para explorar essa ilha ao máximo!”

Praia na Islândia. Detalhe para a piscina aquecida ao lado da praia.

*Raio X*

Bocada  – Essa é literalmente uma bocada. Vale a pena provar o hverabrauð, um pão cozido por calor geotérmico. Tem um sabor bem diferente, talvez não agrade o paladar brasileiro, mas não é em qualquer lugar que comemos um pão cozido debaixo da terra, não é mesmo?

Boca no trombone – Não tive nenhuma experiência negativa nos dias que passei neste país, mas tenho um alerta a fazer para quem pretende viajar pra lá. Devido ao relevo montanhoso e aos longos percursos para visitar os diferentes pontos da ilha, é recomendável alugar um carro para otimizar o tempo e evitar dores de cabeça.

Tá na boca do povo – Sem dúvida o Blue Lagoon (ou “Lagoa Azul”)* é um lugar imperdível. Um tipo de spa termal, com águas quentes que contém algas e sais minerais que dizem ser eficiente no combate ao envelhecimento e no tratamento de doenças de pele. Não só a água, como também os drinks servidos nos bares em ilhas dentro do lago, tem efeito relaxante!

De queixo caído – A região de Þingvellir, onde se encontra o primeiro parlamento da humanidade, é um dos lugares mais incríveis que visitei e que realmente me deixou de queixo caído. Além do valor histórico, a paisagem é deslumbrante!

Letícia Lelot é viajante ocasional e  profissional de Recursos Humanos, apaixonada por bicicleta e tudo o que se relaciona a Sustentabilidade, participando como colaboradora do blog O que mais posso fazer?.

* link em inglês

5 motivos para… hospedar-se em hostel (albergue)

Festa no bar do Hostel One em Praga. E claro que assinei a bandeira brasileira.

1 – Custo: hostels são muito mais baratos que hospedagens em hotéis ou pousadas. Claro, não existe o luxo de um hotel, com serviço de quarto, pessoas carregando suas malas ou um quarto inteiro só para você, mas é justamente nesta atmosfera de dividir o quarto e não ter luxo que está a graça de um hostel.

2 – Staff: quesito quase obrigatório para fazer parte do staff de um hostel – ser jovem, atencioso, alegre, extrovertido, animado e sempre disposto a ajudar.
Em hostels, diferente do que acontece em hotéis, o staff não somente nos dá as informações básicas de como ir e onde ir para algum passeio. Eles nos explicam a forma mais barata de ir, as mais simples, os lugares mais legais e muitas até fogem do circuito turístico, as festas, os bares, e muitas vezes ainda vão para algumas festas com os hóspedes.

Atencioso staff do Hostel 3 little pigs em Berlin

3 – Amizade: pensa em viajar sozinho? Um hostel é a melhor opção para este caso. Você pode até chegar sozinho, mas dificilmente ficará sozinho por muito tempo. Pessoas que hospedam-se em hostel já são naturalmente mais abertas a fazerem novas amizades e aceitar uma companhia para ir a um bar, festa, museu ou qualquer outro passeio.

4 – O bar: a maioria dos hostels tem um bar, em alguns um simples balcão com um espaço em volta para tomar uma cerveja e papear, outros um grande espaço que não deve em nada para qualquer outro bar da cidade, com sistema de some pista de dança ou com churrasqueirae piscina. Enfim, o importante é frequentar o tal bar, que geralmente é o ponto de encontro da galera após passar o dia conhecendo a cidade e antes de sair para curtir a noite. Então com certeza se ainda está sem planos para a noite, ou simplesmente quer tomar uma cerveja – pagando muito menos que em qualquer outro bar da cidade – lá é o local para iniciar a noite, conhecer mais pessoas e decidir o que fazer depois.

Grafite do Hostel Godzilla em Moscow

5 – Aprendizado: justamente por não haver o luxo e conforto de um hotel, hospedar-se em um hostel também é um grande aprendizado. Temos que saber respeitar os colegas de quarto e suas diferenças que geralmente são muitas. Afinal um quarto compartilhado onde pode ter pessoas da América do Sul, Ásia, Europa, etc ao mesmo tempo, com certeza haverá muitas diferenças. Manter tudo sempre organizado. Não dá para deixar sua mala aberta com as roupas espalhadas, simplesmente por uma questão de respeito a quem está dividindo o espaço com você, mas também por segurança.
Enfim são muitas as coisas relacionadas a respeito, consideração, outras culturas, que podemos e devemos aprender quando estamos em um hostel.

Portanto se ainda não conhece um aproveite para tentar este tipo de hospedagem cada vez mais comum no mundo todo em sua próxima viagem!